Não procure nexo, constância, equilíbrio ou ciência neste espaço. Mesmo.
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7 de julho de 2023
Sede
16 de junho de 2023
Carnaval Fora de Época
Gritou, bateu, apanhou e se desfez.
15 de junho de 2023
O simples direito de não mentir em meu sentir.
Vontade de não ter
Vontade de quebrar.
Ser sem me querer
Enfraquece o meu existir
Me fortalece o ego e chão
E me tiram a solidão
De pedaço em pedaço
Um poetinha vagabundo
Aos poucos rouba meu espaço
Sendo o que é,
Fazendo o que seu jeito manda.
Ele apenas existe entre mim
E a mulher que não me ama.
Eu distorço minha forma de olhar
Para essa mulher que não me tem mais querer
Eu me ponho entre o casal e o mundo
Pois só sou aquilo que sei ser
Se não posso assim cativar
A mulher que não me quer mais
A menina de meio sorriso
Que se faz inteiro nos pelos
Do rosto de outro rapaz
Sim faz, meu pranto cair
Minha revolta crescer
E meu amor morrer.
Olho, entendo, percebo
Enfrento de frente e sem medo
Pois sei que esse sentimento apodrece
Por mais que a paixão seja linda
Ele, em cada farelo não a merece
Eu berro,
Meu grito em imagens de terror e sangue
Funcionando como prece
Que acalma o coração, querendo a dor
De esquecer no agora
A quem jamais se esquece.
Faça-se a vontade divina
A vontade que não é minha
Deixar de querer sem deixar de amar
Mesmo com sexo
Meu amor não haverá de se esgotar
Eu a chamo de puta
Sabendo que puta ela não é
Eu o quero amputado
Pedaço em pedaço
Membros, pênis e braço
Apenas por tocar com prazer
O meu tesouro mais bonito
Que ele não ama
Mas penetra com querer.
Não me engano
Esse rancor deve cessar
Pois sei que amo
E esse amor vai me matar
Em punhado de lágrimas
Escondidas em sorrisos
Vou calar.
Porque o quê fora guardado
Não há de ressuscitar.
Ela está suja
Meu tesouro tocado
Meu jardim que o inverno estragou
Meu refúgio que o abrigo a mim recusou
Minha dor que jamais esquecerei
Uma mulher que em meus braços dormiu
De um jeito que de novo não dormirei.
Saia do meu pensar
Saia agora.
Eu te ordeno,
Não te desdenho
Mas não te quero em meu querer
Eu te condeno no meu prazer
Jamais será igual
Não importando quanto tempo se passe
Não importando o quanto de seu amor ficasse
Você sujou sem querer
Com a vontade de não me ter
E cabendo a um outro em seu posto de prazer.
Não me encoste em tato
Apenas guarde meu cheiro.
Pois será esse o mais próximo que chegarás.
Me ver passando longe
Com máscaras de sorriso em rosto
Com um abraço em direção ao teu conforto
Vestindo o puro ódio por trás.
Não porque deverias me amar para sempre
Mas porque meu amor foi desprezado
Como um dia tantos ja fizeram,
Como hoje você faz.
Como não irei aceitar.
Como?
Não sei, porém sei
Não mais.
26 de fevereiro de 2023
Labirinto de Emoções em Caos
25 de julho de 2022
Sete Oceanos
27 de junho de 2021
Pedaços de Sonho
25 de fevereiro de 2021
Momento Presente
É um dia de chuva instensa e nossos amigos deixaram um certo eco no nosso apartamento. Piadas, rodizio de quem lavava a louça e vozes diferentes contando estórias de outros ventos. De alguma forma nosso ritmo diminuiu um pouco e ainda guardo o gosto de ter dormido na grama, dirigido em uma estrada em um clima sereno, em direção ao sol se pondo enquanto sua amiga babava no banco de trás. Nesse silêncio que durou a tarde toda enquanto eu tava aqui querendo fazer mágica com as nossas contas, me deparei com essa cena: você rodeada por essas caixas, vestida de quase nada, do jeito que eu mais gosto, mergulhada no seu mundo particular lixando as unhas. A nossa mudança ta chegando, os dias tem passado tão depressa e algumas saudades se tornaram lembranças. Parece que o tempo passa rápido demais quando a gente ta quebrando cabeça pra tocar nos próprios sonhos. No final das férias a primavera trouxe o sol, a neve e nossos amigos foram embora e nós dois ficamos aqui. Eu e você, desse jeito. Só eu sei o quanto eu depositei esperanças nos meus sonhos, desenhando, compondo versos, arranhando meus instrumentos, colecionando corações quebrados e refazendo castelos de areia até ficar de mal com mundo. Acreditar no amor e lutar por ele não é fácil, mas a recompensa vem em dias assim: quando me pego sorrindo por saber que você e o seu cheirinho de pele suada estão por perto.
24 de julho de 2020
What Toronto Humane Society Actually Does
For that reason, he slept in our bed for one entire week......and became the best part of coming home. Even futther, after some investigation his serious health problems were 100% managed by your organization and health care plan: surgery, exams, rehab and even psicology support (aka empathy) telling us that everything would be ok.
22 de junho de 2020
104 Weeks not so Far Away from Hell
20 de junho de 2020
Inside my Inside
Voices of mine, sing me that song where I heal those scars, when the blues touch the moon and my pride vanishes in dust.
Voices of mine, taking care of my light, turn my nightmares into sweet dreams smelling like my father's beard.
Voices of mine, thank you for passing by bringing all those poems about love within my brain, deep in my heart, inside my inside
10 de junho de 2020
Orvalho
Frases perdidas sem direção
O tom de meus medos me deixa ver
Sem ter evidências, já posso crer
Que certos pedaços de meu caminho
Eu sei, estive sozinho, sem ninguém pra me abraçar
Com ódio então eu me vi perdido, esqueci da minha libido
E com amor, pude matar.
Mesmo com sangue nas mãos, sorri;
Como alegria pude sentir?
Nem me pergunto por onde andavas
Porque sei que me olhavas
Mesmo sem saber rezar;
Porém o abandono é necessário
Dessa chuva eu sou orvalho
Livre arbítrio é o meu lar
Melodias em "lá menor" compús
Talvez a tristeza que me seduz
Faça meus olhos sempre brilhar
E mesmo amargo, lacrimejar.
Contente com essas coisas da vida
Vou curando mil feridas
Pra depois me arrebentar
Nem me pergunto por onde andavas
Porque sei que me olhavas
Mesmo sem saber rezar;
Porém o abandono é necessário
Dessa chuva eu sou orvalho
Livre arbítrio é o meu lar
Mas meu medo é Você largar de mim
Sonhos compostos de emoção
Com ódio e amor no coração
Nem me pergunto por onde andavas
Porque sei que me olhavas
Mesmo sem saber rezar;
25 de maio de 2020
Filhos Da Classe Média
A maneira que me espreitam quanto tudo à minha volta.
Me deixa.
Me erra.
Não fode.
Todo mundo tem problema e toca a vida como pode.
Os amigos que me erguem dos olhares que me ferem,
Na consciência estou tranquilo, porque pra mim não faz sentido:
Vida, fingida, morrendo por dinheiro
No Instagram é "minha querida" e o dia a dia é no puteiro.
Como pode nos seus dias pregar sobre o evangelho,
Bater na própria esposa e trai-la sem critério.
A segurança de uma lar é sustentada em um contrato
Lambendo o chão do chefe, de gravata e de sapato
O seguro desemprego acarreta no divórcio
Esposa, amante, negócios...
...No clube dos covardes sempre cabe mais um sócio.
Castelos de areia, na beira de uma praia.
Fotos de comida, velhinhos de mãos dadas.
Vivendo a sua vida, pois a minha não tem graça,
Entre stories e curtidas eu me afogo na cachaça
A poltrona é o meu trono, a minha casa o meu domínio.
A pensão meu ganha-pão e o meu filho um inquilino.
Colégio de freiras, merenda e Danoninho.
Aos nove Disneylândia e aos dezoito meu carrinho.
No Facebook malvadão,
E pelas ruas eu me escondo
Das histórias sendo rei,
Quem conta o conto conta um ponto
Vida colorida, gastando sem desculpa
Praia todo dia e o futuro não preocupa
Assim vou me moldando em um perfeito cidadão:
Dou Grana pra polícia e quero o pobre no valão.
Não contesta, não quero, se afasta!
Minha vida preguiçosa não combina com gentalha.
Um retardado usando Tommy
Uma perua usando Prada
Não mete a mão na louça,
Não lava uma privada.
Selfie e TBT, de uma mentira enlatada
Escravizados pelo ego, e o afeto é coisa rara.
O minha casa, minha vida
Uma mentira mal contada
Eu não quero ser parada
Boyzinho Preguiçoso
Não trabalha por escolha
Mete um filho na empregada
Enquanto ela lava roupa
Fugindo pra praia
Com a sua namorada
Loirinha de família
E o namoro é de mãos dadas.
Conta pra mãe dela
Com a cara mais lavada
Que já tá pra se formar
E que a vida é uma batalha
Uma família de mendigos
É motivo de careta
7 mil num celular
Pra jogar e bater punheta
Volta pro teu quarto
Tua casa e teu trabalho
Sai do meu caminho
(pausa)
Seu aspirante de burguês safado.
24 de maio de 2020
Uma Janela Particular de Sonhos
5 de maio de 2020
Uma Crônica Sobre Nós Três.
15 de dezembro de 2018
Bem vindo a 2014, Platão.
...até que em algum momento esqueci da minha ideia louca de ir pra Bahia tentar voltar a surfar e vimos uma lhama comendo capim. Equanto ela tirava fotos, senti que minhas pernas doíam de um jeito que os treinos de jiu jitsu jamais tinham alcançado. Minha calça jeans era 48, as sociais, 52. Eu não lembrava quando tinha transado pela ultima vez mas lembrava do símbolo platinum nos meus cartões de crédito, e olhando aquelas ruínas de civilização pensei que não tinha dinheiro o suficiente pra chegar mais alto. Olhei o céu azul, olhei as núvens e por algum breve momento voltei alguns anos lá pra praia na Vinícius, pro quarto bagunçado do Gebê, pro skate. Foi quando que sem perceber, contemplei aquele breve silêncio até ser interrompido pelas vozes de um casal de turistas. Meu Galaxy Note 3 não tinha nada de novo além de conversas vazias, um Facebook cheio de mentiras e o Whatsapp onde só se falavam da Copa do Mundo que ia ser no Brasil. Os turistas pareciam se divertir conversando e eu passei a pensar no quanto eu não aguentava mais ir pra bar ouvir o mesmo papo corporativo de sempre, enchendo a cara de gordura e chop. Abrí o instagram e nem sabia usar hashtag, #tbt não existia e eu tava no topo do mundo: usando algemas de 9 mil reais, gordo, deitado, espalhado na grama de 600 anos bem cuidada e verde, em um dia de céu aberto, reclamando e pensando no quão alto eu poderia chegar abdicando da minha natureza, das minhas essências. Bem, eu queria ir pro Nordeste mas eu não sabia sonhar alto. Peguei um avião, trem, onibus e trem. E onibus e trem e onibus. Fui parar em Machu Picchu e tirei fotos que fariam minha vida parecer perfeita, enquanto cerrava chifre e conversava pela milésima vez sobre divórcio entre uma briga e outra. Eu ví a falta daquilo tudo que era parte da minha carne se transformarar em uma espécie de agonia, que me fazia gritar em silêncio todas as noites de sexta. Não me reconhecia, e mesmo lá de cima não me admirava, não olhava pra aquele céu com esperança e sim, quase que em tom de prece. Primeio tiraram minha voz, depois a autoestima. E enquanto os buracos cresciam, minhas estrias tatuaram minha pele antes mesmo de eu reconhecer o monstro que tinha me tornado, morando na Caverna, em um Banquete inspirado por qualquer obra de Platão perdida na minha memória.