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18 de março de 2011

As várias vozes do vazio.

Espero dia após dia
A coragem me suprir
Para conseguir fazer
Aquilo que me faz temer
Temer por não mais sentir
Temer por não mais ser
Mas talvez assim me faça cessar
A vontade  de chorar
A vontade de gritar
Se assim por sua vez fizer
O vazio se calar.
Mas ele não cala, me abafa, por certo
Em meu futuro porém incerto
Não vejo as cores do sol.
Banho meu mundo de preto
Em um personagem vestindo sorriso e medo
E indo de contra tudo aquilo 
Que não se compra com dinheiro
Conseguir ser feliz.
Conseguir ser sozinho.
Conseguir se bastar.
E no agora, apenas sou
Capaz eu, que sou de pensar
Estou infeliz 
Sou menino
Não vou morrer
Vou me mat...
...deixa pra lá.
É melhor não rimar.
Vamos beber
Vamos trepar
Vamos fumar
Se arrastar em viver
Para talvez assim
Fazer isso passar.
Ir embora de mim
Pois não consigo aguentar
Minha face no espelho
Refletindo meu desejo
De doar meu todo amar.
Calma porra!
Vai passar!
Não pensa!
Não faça desgraça!
Esqueça a cachaça.
Porque o diabo atenta,
Vem no ouvido e fala
"Desiste, se rende!"
Mas Deus rebate: "Tente!"
E do pensar assim, sai fumaça
Dia a dia, todo dia
Fumaça
Pai Nosso, 
Fumaça
Ave Maria
Se faça feliz, contente! Se faça.
E a carne?
Bem, a carne é fraca.
Só por hoje, não pense
Não tome cachaça.
Não faça desgraça.
Ok, anestesia
Mais fumaça
Mas tente aguentar.
Enquanto o sol não nasce.
Enquanto a vida  passa.