- E o que isso tem a ver com ela?
- Bom, eu não virei ouro, mas depois que ela me tocou, eu virei homem.
Não procure nexo, constância, equilíbrio ou ciência neste espaço. Mesmo.
-Meu caminho é sem rumo, e até minha alegria é sofrida e a vontade de abraçar o mundo não aquieta com as mais ricas rimas. - encarou o jovem ao olhar de frente o bem vestido senhor, protegido da chuva por um chapéu panamá envolto por uma fita vermelha.
O fato é que fé não evita que seu amigo bêbado não bata o carro e nem que um avião caia devido ao mal tempo. A fé não evita que você tenha câncer de pulmão depois de fumar 2 maços por dia durante anos. A fé não evita aids. Essas coisas se evitam com bom senso, prudência e camisinha. Médicos não são deuses, mesmo que você e alguns deles acreditem nisso.
Bom, já que o a palavra “pseudo” foi colocada em destaque, eu gostaria começar levantando a importância das diversas ramificações que sustentam esse mundo quase que fantasioso e idealizado chamado de cenário do rock. É fácil poder dizer que a música definida como rock em todo o seu universo propõe revoluções, rompe barreiras e expõe idéias que são cantadas ou gritadas em palco. Seja também em estúdio e até mesmo em praça pública, através de estilos que aparecem em roupas, palavreados e nas paredes dos quartos/casas de cada um.
Como exemplo posso dizer que por minhas passagens nesses variados cenários (que se dividem em cerveja nos bares da Rua Ceará, shows no antigo Beco da Bohemia, Caxanga, Rock de Areia do Empório - Vicente, Deus o tenha.) sempre pude me deparar com situações perigosas, rodas memoráveis, bandas já extintas e gente estranha.
Muitas pessoas se dizem fãs fanáticos de Guns N Roses e não sabem sequer reconhecer uma música que não seja Welcome to the Jungle ou Sweet Child o’ Mine. Tudo bem: temos mais famosas como Paradise City, Dont’ Cry e Patiance. Pros muitos Fãs de Nirvana eu gostaria de perguntar o nome do baixista da banda (não vale olhar o Google) ou ainda dizer que muita gente não sabe que o baterista da banda hoje é vocalista do Foo Fighters. São situações tão engraçadas quanto ver dois roqueiros de carteirinha na porta da saudosa Bunker 94 dizer que a música “Plush” do Stone Temple Pilots é de fato do Pearl Jam, ainda alegando ter o CD com a faixa.
Pois bem, para os leitores que vivem nos anos 80 de forma saudosa (saudosa pelo fato de já fazerem 30 anos que não estamos mais nessa década), ao ponto de carregarem isso em sua postura de vida e todo o resto que acompanha o indivíduo no dia-a-dia, eu pergunto: o quanto essa tribo de roqueiros "glan" seria descriminada por malandros que admiraram Noel Rosa na década de 60/50? Ou mesmo, quão careta pode ser considerado um senhor de meia idade vestido de Élvis? E ainda: como pode ser dito elegante um Idoso de terno azul, querendo ser parecido com Erásmo Carlos? Minha dica: pense um pouco mais antes de chamar alguém de alguma coisa.
Gabriel..., hoje eu senti uma falta sem tamanho de um cara que pra mim foi o meu herói, o meu espelho. E só de ver você sendo esse vencedor que se tornou, abraçando e cuidando das suas filhas, sendo tudo o que meu pai é pra mim, eu fico com um sentimento de conforto enorme. Um sentimento que se confunde entre a melancolia das lembranças misturadas com o que sei do nosso passado. Do que foi crescer do jeito diferente e unido que crescemos. Lembro do quanto você e meu corôa brigavam e riam um do outro quando rolava um Flamengo e Vasco. Lembro de você me zoando quando te enchia o saco, falando igual ao meu pai quando era aporrinhado. Lembro das vezes que seu avô passava pela portaria do prédio aonde a gente aprendeu tanta coisa, buscando você pra subir e tomar banho ou mesmo, te dando 5 pratas pra torrar com fandangos e refrigerante. Maracanã, Clube, Mc Donald's, Méier...
E dos céus e pelo espaço-tempo, voltei de uma viagem ao passado de outros dias sofridos, onde meu coração foi arranhado e ferido. E naquele momento me vi tão mais homem, tão menos menino e agora - naquela hora, pisava no lugar onde muitos sonhariam estar: nas areias de uma praia, pisando sobre conchas esculpidas pelo mar. Segurando as mãos do meu destino, da minha chance de ser feliz como o homem que sou, e não como um menino que por vinte e quase-nove anos fui. Somando e não sugando. Caminhando lado a lado, jamais sendo carregado.