Total de visualizações de página

6 de dezembro de 2017

Saiba Valorizar a sua Liberdade - Utilizando screenshots.

    Quando procuro meus discos de backup, geralmente me deparo com muita coisa legal sobre a "minha historia digital". Uma delas são screenshots de conversas que de alguma forma me chocaram e que ainda, eu posso usar para consultas futuras. Em pouco menos de dois anos desde que fiz o meu ultimo backup, aprendi as seguintes lições:

- Pessoas podem ter vergonha de andar de ônibus, trem, receber carona em carro velho, podem pisar em quem tem menos poder e quando não, é claro, ficam contando na mesa de bar quantos bens teria a nova parceria amorosa. Ok, nenhuma novidade. Mas o interessante seria  que essas pessoas estão SEMPRE andando de trem, não possuem condições de comprar carro e o mais assustador: ficam contando moedinha e pagando meio pastel na hora de dividir a conta do bar. - no Leblon, claro.

- As pessoas podem ter um medo doentio de serem traídas e muitas vezes, tem um ego enoóóóóóóóóóóóóórme disfarçado de sentimento de posse, que apenas denuncia o quanto elas não suportariam serem insuficientes em uma relação a dois - algo como ter medo de ser chamado de corno e não de ter o coração partido. Ok, eu  sei: sem novidades - mas sabia que essas pessoas geralmente são as que mais exigem fidelidade? Sabia, né?  E pasme: são as mais passiveis de cometer violência! AAAaaah, sabia mesmo? Sabe aquele amor de pessoa que todo mundo adora e é um exemplo na empresa, no bar e no prédio? Haha isso! Isso mesmo! Geralmente são esses seres humanos!

- Outro determinado tipo de pessoa, se comporta como "migo tinhãmo". Adoram você e seus conselhos logo depois de 5 minutos de terem te conhecido. De cara perguntam sobre a sua vida, sobre como estão as coisas, riem de qualquer piada. Te pedem carona, grana na vaquinha da internet e até emprego! Te perseguem no Instagram curtindo tudo e comentando "top" em cada post seu. Esse, vai ser o ser humano que vai aprender a costurar só pra fazer a sua boneca de vodoo, torcendo pela sua infelicidade, imitando suas fotos no Instagram espalhando veneno em tudo e em todos no seu entorno - felicidade alheia causa dor e não espere um "obrigado" por ter doado dinheiro, tempo e em alguns casos até agradeça de estar vivo.

- Pessoas responsáveis e comprometidas com o trabalho tendem a odiar maconha e cigarro com todas as suas forcas, fazem ativismo nas redes sociais, comem barrinha vegana no lanche, odeiam esse ou aquele partido, tem família exemplar (risos)! Mas a cocaína e o álcool no trabalho, a prostituta na hora do almoço e "aquela trip top pro Loola" não podia ficar sem bala, doce, MD, gota - porque claro, são coisas extremamente normais e de gente não drogada, totalmente aceitáveis naquele #tbt de quinta feira que só brasileiro estilo #quevidalindaeutenho acha descolado e cool. Claro, padrões da normalidade estilo vamos emagrecer saboreando remédios tarja preta.

- Pessoas dão opinião sobre você, copiam as suas fotos e roubam seu conteudo e infernizam a sua vida da mesma forma que um pombo joga merda na sua cabeça: sem te perguntar nada, sem te conhecer, sem te respeitar e sem te dar bom-dia.

-Por fim: pouquíssimas pessoas (tipo pouquíssimas mesmo!!!)  desconfiguram o computador sem acessar pornografia e pirataria (amando a frase "bandido bom blá blá blá") - e tudo bem, isso não seria vergonha! A indignidade reside no fato do ser humano colocar a culpa no filho, no irmão e pasmem: tem gente que culpa a própria mãe na hora em que o diagnostico vem: "o vírus tava no arquivo "cutebabe14yearsxxx.mp4". Algo como você ser contra cotas, odiar mimimi de racismo e feminismo e se você ouvir piada de gordo, chorar por discriminação - nesse caso, a policia ta investigando mesmo.

Para concluir, entenda que salvar screenshots pode te ensinar muito sobre o seu passado e sobre como a sua vida empaca quando você se rodeia de EGOísmo. Esteja grato se ao acaso essas pessoas estiverem ao menos longe da sua vida cotidiana. A liberdade que gastamos apenas pra provar que estamos certos, seria na verdade, uma prisão solitária e angustiante.

"pra cada lição, um screenshot."

11 de novembro de 2016

Eu, morador de Copacabana, 34 anos, adolescente e falido.

Nunca me senti tão feliz em ter 34 anos. Eu trabalhei muito duro na vida pra conquistar meus sonhos. Quantas conquistas!! Sempre sonhei em dormir em uma suite, com cama de casal e ar condicionado sem precisar sair do quarto pra ir ao banheiro. Hoje finalmente depois de ser expulso de 3 colégios, me formar na faculdade, terminar uma pós, aprendendo a analisar o mercado durante anos, trabalhar de garçom, ter sido burro de carga em hotel, encaixotar comida chinesa e sair do mercado de trabalho como analista financeiro de negócios, finalmente comprei um tablet e paguei todas as minhas dívidas - acredite, eu tinha muitas.
   Sim..., e aqui está ele, o meu maior patrimônio conseguido com ajuda de todos os direitos trabalhistas que a esquerda conseguiu me garantir nesse mundo sangue-suga capitalista: meu quarto com ar condicionado e banheiro (parece um pinico, mas é banheiro).
Meu quarto fica aqui é em Copacabana na casa da minha mãe que vive de pensão e me amamentava na hora do almoço. Aqui e eu sou totalmente livre pra usar da forma que eu quiser, posso até pendurar quadro e dormir até tarde - menos às sextas, quando a diarista vem e eu não posso dormir até meio dia porque, né? Minha mãe fica chateada se ela não limpa meu quarto.
   Infelizmente isso não é engraçado. Por isso que hoje em dia convivemos com muito adulto pseudo intelectual de barba lamber achando que o mercado de trabalho e a economia estão impossíveis, enquanto estuda pra concurso, pedindo o mestrado de presente pros pais pra poder ganhar mais em alguns anos mamando na teta do governo odiado.
   A geração Y ganhou um mundo de possibilidades nas mãos - mas ninguém ensinou a usar. Eu entendo que é difícil empreender através da real meritocracia e ainda educar um ser humano totalmente diferente sem ninguém ter te dado uma pista além do chinelo. O nossos pais fizeram o melhor que puderam, mas adivinha: nossos pais estão de saco cheio e com medo por nos ver em casa. Alguns até nos querem perto e nos querem bem, mas inegavelmente estão com vergonha de falar pros amigos deles que ganhamos 2 mil reais pra poder pagar parcela do carro, tomar chop na Nelson Mandela em Botafogo e pagar um picolé Magnum na piscina condomínio do amigo emergente que mora em Curicica e fala que é Barra. Por que, né? Nascemos em uma família que tinha Chevette 80 e depois Monza, Santana Quantum e Astra 99,  frequentamos Anglo Americano, Notre Dame, Colégio São Paulo e todos aquelas escolas com nome de santo em Botafogo, quando na nossa infância. Nós hoje viajamos de Groupon com milhas pra Buenos Aires e não queremos pegar trem (sick), mas tiramos selfie na cobertura da amiga no LeBron e vamos pra casa de ônibus troncal. Nosso Instagram é de dar inveja, tem muita "força foco e fé" enfeitando o mundo dos sonhos dos finais de semana em Búzios de qualquer adulto vazio.
   Leitor, fale aos seus amigos da Zona Sul carioca que somos em maioria acomodados na casa de nossas famílias porque ninguém quer sair de perto da praia esperando o almoço sair assistindo Canal Off,  pra viver com os próprios recursos em Água Santa ou na Baixada e ter que conhecer o mundo real. A causa dessa geração ter dado errado: não fizemos esforço porque sempre vivemos como filhos de alguém que fazia algo importante pra outro alguém que de fato era importante. Hoje as multinacionais só funcionam porque essa galera que pega trem e mora longe dessa nojeira, ta lá querendo subir pra comer  batata Pringles no saguão do aeroporto. Enquanto isso, os filhos da classe média dos anos 90 que não são atropelados por gente que aprendeu na marra a se virar, tão gerenciando qualquer processo, se perguntando o quê deu de errado e, se alguém pode dar uma força com o bebê porque a babá também tem vida e foi embora. Se perguntando por que é tão difícil crescer no Brasil e porque a sensação de insegurança não vai embora. Salvo quando não são demitidos e vão pro Canadá e Austrália trabalhar arrumando casa... opa, foi mal, ser Housekeeper.
   Esse dias completei 34 anos e acordei pro Matrix sem tomar a pílula azul de Rivotril. Na sequência resolvi pedir licença e desculpas pra sociedade, visto que ainda não achei meu lugar nessa estrutura e embaralhado social. E ainda digo que pode ser que eu demore pra ser menos amargo, me descontaminando de tanto comportamento mimado, sem causa e cheio de agressividade todas as vezes em que esbarro com um ego inflado chegando de Uber no bar. Solidão é triste, mas estar sozinho e se adentrar é algo precioso e ensina muito a enxergar melhor alguns processos. Vamos tentar fazer algo útil com um mundo de conhecimentos sujos de frustração movido a sonhos servidos com sangue frio de acompanhamento, temperados de FGTS pra beber com seguro desemprego. O mundo é maior do qualquer modelo de estrutura social que nos são oferecidas, logo acho justo que façamos disso uma porta aberta para um mundo de outras possibilidades fora de nossos quartos.
Fui tentar me encontrar e o triste é que "o bom filho, sempre à casa torna."


19 de fevereiro de 2016

Ta Tudo Errado.

Amigos são amigos e têm a obrigação de dar esporro quando precisa. Taí: joguei no ventilador.

"É caras, a gente pensa diferente mesmo. O sertanejo universitário é a menor das diferenças aqui, menos ainda as ambições de vida. Meu maior medo de botar filho no mundo é de ver ele sofrer na mão de uma mulher que ele venha a gostar, ou de ser assim e se tornar isso. Ou mesmo uma filha que possa se tornar isso aí ou casar com um cara que pense assim. Olha aí vcs, eu sei que geral aqui ama a própria esposa e não conheço um cara casado nesse grupo que não trai. Aí depois tem foto do casal se amando no Facebook com hashtag amor eterno. Cara... Nesses grupos de mulher deve ser a mesma merda, mas eu só posso falar do quê eu vejo. Na boa, vcs são meus amigos pra caralho, amo vocês mesmo!! Fico triste de saber e de ver que que a líbido vem antes do respeito por quem se ama. Desde que comecei a amadurecer a idéia de casar, penso em ser o cara que minha filha ou filho iriam admirar. Eu não sei bem aonde dói caras, eu tenho irmã, mãe, amigas. E a ultima coisa que quero na vida é ser amigo de um casal e ter que ver essa hipocrisia suja de perto me segurarando pra não falar alguma coisa. Seja a casada aí do print que vocês mandaram pulando o muro, ou vocês que tão no meu coração fazendo o mesmo. Sei lá mano, tô amargo pra caralho e não é porque eu sou religioso, frígido ou hipócrita. Sou egoísta sim, adoro sexo casual e faço sempre que rola uma oportunidade boa. Já fiz vaaaaaarias vezes só porque tava entediado. Penso constantemente com meu instinto de macho. Mas eu fico bobo e magoado toda vez em que tenho esse choque de realidade. Tentem entender: eu jamais tiraria uma moça da casa dos pais pra morar comigo e ficar do meu lado na pia cerrando os chifres enquanto eu faço a barba. Obrigado por me darem a oportunidade de perceber essas coisas. Espero que vocês aceitem minha maneira de pensar, e que continuemos amigos-irmãos porque eu dou um abraço de verdade em vocês mesmo tendo escrito isso tudo que penso. Queria eu não amar tanto vocês como amo, porque é esse amor que faz continuar a ver isso tudo sem jogar fora anos de amizade. Só lembrem-se: meu casamento que era pra vida inteira, acabou e eu hoje tô feliz de isso ter acontecido. Espero não dizer o mesmo da nossa união daqui a um tempo. "

E era isso que eu queria escrever num desses grupos de whatsapp mas enviei um "hahahahahahahaha" e uma carinha rindo.  É assim que a banda toca pra muitos, mas ninguém fala. Não pense você que isso é uma indireta, é um desabafo. Nas aulas de marketing aprendi que pessoas tendem a comprar a partir da empatia. Então por empatia eu resolvi publicar isso tudo. Por empatia eu peço: repensem seus sonhos de maneira honesta, porque viver um sonho de mentira, faz a sua vida ser uma mentira e em determinado tempo, só vão restar amarguras. Só porque tá tudo errado e acho que a gente pode ser melhor.

12 de fevereiro de 2016

O meu eu.

24/09/10

Ele viu o sol poente, sentiu o gosto da cerveja quente em copo barato e pediu ao baixinho do bar pro tempo passar mais rápido. Se pôs em águas de olho no rosto e escondeu o medo do novo.
Cada bar uma cerveja, cada sorriso um gosto. E de ponta em ponta o ego alimentado se via cada vez mais carente e vaidoso. Perigoso. Fugia, corria, com cada palha do fogo de energia gastada, virava uma briga armada, uma garrafa quebrada, uma galera reunida e um tanto de vontade de se sentir menino de novo.
Nesses dias, se viu sorrindo: de tempo em tempo isso acontece. O contexto muda e as fotos tiradas ficam na lembrança. Ao mesmo tempo em que a saudade do que se vai perturba o sono. Não pelo fato de ser lembrança, mas pelo fato de não mais existir.
O espaço ocupado, se vê vazio. O vazio abre espaço. Espaço para ser o que se busca, para aprender a se movimentar de outras formas. De outros jeitos. Sejam esses em lençóis, ou em mesa de bar.
Cheiro de novo. De novo, o novo. E uma nova paixão disso irá surgir, não com ganho de peso em corpo e desgaste, não com abraços de amor e noites tranquilas. Indo pra frente, pensando no hoje para chegar-se bem ao amanhã. Sem esforços, sem força.
Deixar-se livre. O egoísmo vem antes da morte, e se acaso eu encontrá-la porta a porta, lado a lado em cama, escondida na vida boêmia, eu confesso: já terei meu novo amor.

15 de julho de 2015

O monstro de 7 cabeças e de um só sentir.

Muita gente me chama de muita coisa. Muita gente não sabe do quê eu sou feito. Muita gente tem opinião formada sobre o louco. Louco esse que uns chamam de porradeiro, que outros chamam de dramático e que mais alguns dizem ser um cara confuso, pesado. Perdido num drama sem fundo. Um cara que escolhe viver no exagero da inconstância exagerada. Sim, esse sou eu: redundante pelo drama. Aquele que é desesperado e adora curtir fossa.

Vai lá, me chama de monstro. Fala que eu sou um cara sem afeto e sem respeito pelo corpo e pelos sentimentos alheios, porque depois de um sexo casual eu escolho dar um beijo na testa e um “até logo” acompanhado de um belo sorriso. Ao invés de um pé na bunda e descaso. Não ache que descaso é pra todo mundo, mas não ache que meu amor e meu sentir sejam pra qualquer história bonitinha de 2 semanas ou 3 meses. No meu ver, mulheres são gente, são pessoas sonhadoras que querem um pau grande ou um principe encantado. Mas todas elas, querem sem dúvidas ser bem tratadas. E antes de me julgar, saiba que  eu não sou bem dotado e nem tenho cavalo branco, sou meio ríspido as vezes e cheio de defeitos. Mas eu faço o meu melhor pra tratar bem quem ta do meu lado. Pelo tempo que for.

O monstro. Aquele que olha você nos olhos, aquele que não te engana, aquele que gosta de falar de sonhos, aquele que teme a solidão e é viciado em cheiro de pele. Em gosto de perfume feminino num pescoço babado. Eu pergunto dos sonhos e delírios, eu coleciono sorrisos... eu beijo bocas e me esfrego em amassos, que quem já trocou comigo, sabe que não é algo que faço de qualquer jeito. Eu sou intenso. Sou vivo..., agarro com vontade e nem por isso, trato uma mulher como lixo. Eu não quero só o toque, eu quero a troca e quero pensamentos. Mas nunca pago paixão pra conseguir ir pra cama ou pra brincar com as pessoas.

E se algo escondido nas entrelinhas dos meus traços de razão e paixão, misturados com olho roxo e dentes quebrados pelas ruas e bares, sair... que seja amor. Poucas mulheres me viram amando. Poucas mulheres me entraram na cabeça e me fizeram pensar em parar em um só gosto e corpo pra sempre. Uma me tirou um filho, a outra me tirou meus sonhos. E se hoje o amor que eu ainda quero construir em mim existe, é porque EU me dou esperança de continuar a acreditar que um dia eu serei pai e uma peça importante numa casa cheia de calor humano.

Eu quero que as palavras que me descrevem sejam muitas. Que sejam todas... que eu seja um monstro pra todos os corações que parti. Que eu seja um cara incrível pra todas as mulheres que eu me envolvi, que eu seja um perdido e escroto pra todas as mulheres com quem dormi e mais nada quis, mesmo sem nunca mentir.
Dobre a sua boca pra falar de quem você não conhece a história, de quem se esconde em um rosto de pivete e roupas largadas. Em bocas beijadas e porradas distribuídas. Eu sou feito de vida. Eu sou puro

amor pelo ódio, amor pelo sentir, amor pela vida. E é isso que faz de mim um cara que sabe se vingar, que sabe se entregar, que sabe chorar quando quer e bater quando se revolta. Eu quebro a minha cara seguindo meu coração todos os dias. E também seria capaz de quebrar o seu coração e sua auto-estima em pedaços pequenos e mastigados, seguindo meu instinto de orgulho ferido, todos os dias.

Meu lado bicho. Meu lado gente... meu lado menino, meu lado humano. Julga... me chama de monstro. Prova do meu sexo, e joga fora meu amor. Prova do meu amor e joga fora meu sexo. Joga fora os dois. Guarde nas lembranças... Fala que eu não valho nada além de uma boa trepada. Fala que eu fujo do compromisso, fala que eu como e fodo um monte de mulheres e depois me dou sumiço.  Olha pra sua vida e tenta pensar como, alguém como eu é capaz de amar... impossível. Simplesmente.
Um cara como eu nunca olharia pras estrelas e pediria um amor pra toda vida. Onde existisse um cuidado mútuo em palavras doces de orvalho em primavera. Eu jamais choraria ao ver um casal de velhos andando de mãos dadas pelas praças e ruas. Como um amor idealizdo. Eu? Eu não acredito nisso, mesmo em tons de sarcasmo.

Meu sexo, eu quero que engulam meu corpo com boca, coxas e vagina. Eu quero cada gota de suor escorregando dentre mãos, pelos e braços.
Meu amor, eu quero que chegue sutíl, que venha como um grão e que se torne uma pérola azul, escondida na concha mais fechada de um oceano sem fundo, esperando pra ser achada ao acaso. Que me toque em alma, que me entranhe, que me traga filhos e que nunca se vá.

E se ao acaso você quiser saber, eu quero mais é que você me julgue...
...mas que saiba que eu tenho um coração cheio de amor, tentando me livrar das doses de ódio que vez ou outra me entranham. De trevas e dos sentimentos mais lindos. Comigo misturados e expelidos em cada palavra que eu possa vir a proferir, seja com meus caninos, com meus sorrisos indecisos ou mesmo com meu olhar. Em todo o meu expressar corporal.

Que você se pergunte quantas vezes você foi sincera com o seu querer e com o seu coração. Quantas vezes cozinhou um cara, quantas vezes esteve alí por que não tava fazendo nada ou porque o plano A não deu certo. Depois disso, me chame de monstro, me chama de "cara legal", me chame de filho da puta. Me chame de gostoso, de brocha.
Me julga... se coloca na minha pele e me julga.
Depois disso, eu recebo qualquer tapa na cara, lido com silêncio e indeferença, ou beijo na testa. Se quiser, me cospe. Se quiser me beija.
Mesmo eu que sempre vou preferir, um abraço, seja ele como for. Só porque a dor me vem não só na hora em que eu apanho, mas também na hora em que eu bato de volta.
Só porque uma troca vale mais do quê qualquer repulsa causada por desgosto.

8 de junho de 2015

To the top.

A dreamer will always enjoy a nice place to look at the deep skies. But some of them have so much passion inside, some kind of a devil or rebel angel's voice who is constantly whispering in their ears. This way, they will climb to the top with so much  hunger and once there, they'll name every little shining star and after noticing the great magnitude of life under the moonlight, they will simply jump on a free fall, screaming and feeling the most pure taste of life.
In the end, they are crushed on the floor trying to pick up and to put all their small pieces together, before climbing to the top again.
A dreamer has always too much to share and give but ironically, he is trapped on this curse of looking at the world with his own eyes, alone.

De homem pra homem.

Homens têm muito mais dificuldade de  manter uma constância emocional fora de seu ambiente produtivo. Tendem a se apoiar em relacionamentos (geralmente criam ninhos) pra encontrar energia e força pra manter a frieza e o foco fora do relacionamento: no trabalho e outros circulos sociais por exemplo. Alguns muitos não se suportam sozinhos quando não tem a segurança que esse ninho (geralmente tratado como investimento emocional) se desfaz. Por isso a dor é insuportável, por isso existem os dramas e a falta de segurança que tornam os homens cansativos e mimados, que sempre acabam sugando o sorriso da companheira dia após dia até que a situação fique insuportável. Isso existe na maioria esmagadora dos relacionamentos que vêm a terminar. A mulher geralmente acaba mal por se sentir culpada, e o homem  geralmente faz uso disso pra fazer jogos psicológicos de aprisionamento, tornando o estrago ainda maior. Saber se suportar e ser uma boa companhia pra si mesmo é básico, é preciso e é a base da estabilidade emocional.
Por tempos mulheres que no dia a dia se esforçam pra manter o equilíbrio, despejando a instabilidade emocional em doses homeopáticas de TPM e encheção de saco no convívio diário, se mostram muito mais saudáveis na hora de começar do zero, na hora de arriscar o novo e buscar novos caminhos.
Homens tendem a remoer, a se autodestruir, a ficar com o ego ferido e a auto estima destruída e munidos de desespero, pulam de bar em bar e adoencem provando de seu proprío veneno, até se reerguerem e encontrar outra princesa pra tocar um novo projeto de relacionamento sangue suga.
Poucos são os homens que em algum momento da vida, depois tanto buscar o auto conhecimento se preservam, sabendo que os sentimentos alheios não devem ser tratados de maneira leviana ainda sim, sabendo impôr a barreira entre o respeito e a paixão correspondida.
Muito prazer.

5 de junho de 2015

Lembranças - F#m

Se todos os meus sonhos coubessem 
nas minhas mãos, eu te daria o céu.
Eu pintaria os tons escuros de azul,
sobre  as essas nuvens de um mundo tão meu.
Buscando mil palavras entendo, 
que sentimentos não ocorrem assim.
E lembrando de te olhar bem nos olhos,
eu vôo alto e guardo isso pra mim.
Eu distorço a minha forma de olhar 
Pra esse mundo que não sabe viver.
Não sabendo como é lindo te amar, 
Mesmo sozinho ainda posso dizer.
Acredito que mais nada nós somos 
E os meus sonhos estão no coração, 
Eu te abraço nesses nossos momentos: 
como agora que estou na solidão.
Enquanto isso vou rimando com versos
Que algum dia cantarei pra você
Talvez assim eu consiga explicar 
O quanto é triste te querer e não ter
Você não sabe a falta que faz, 
poder dormir sem pensar em você.
Eu fico aqui e quando olho pra trás,
São tantos sonhos que não me deixam esquecer.
E eu sei que tudo ja se foi e assim, 
eu perco o dia só pensa do em nós dois.
Sempre que eu faço algo não é pra mim,
você na frente e eu só venho depois.
Como é que eu faço pra saber se você 
Ainda tem o pensamento em mim?
Eu digo coisas que eu não posso entender,
Mas te esquecer não é tão simples assim.
Com todos os meus sonhos estou
Cantando lágrimas falando de amor
A minha vida se resume assim:
Eu singo em frente sem você aqui
Me falando seus segredos no ouvido
Eu me arrepio de somente lembrar
Do quantoé lindo receber teu carinho
Choro baixinho pra ninguém escutar
Rezando alto aguardando a sua volta
Não acredito mas preciso esperar
Pra ter certeza que seus olhos mudaram
E que você não é capaz de me amar
Eu desabafo em um simples sussurro, 
Ainda fujo do que eu posso sentir, 
Mas não tem jeito eu ainda lembro de tudo.
E a minha vida eu terei de seguir.
Como as cores de um desenho simplório, 
eu vou procurando o seu rosto no mar,
E por mais que a lua não conheça o seu nome, 
eu peço a ela pra poder te encontrar.
Por mais que a lua não conheça o seu nome, 
eu peço a ela pra poder te encontrar.

29 de maio de 2015

Dear Reader – Elephant (Hearter)


You couldn't stand under the weight I put on you
I understand, now it is true
I can see that there was nothing you could do
with a sorrow so loud

If I could I'd open up and let you in
but the door has no handles and
it would seem that I by now have worn you thin
My heart is so hard

Oh, the sorrow's too loud
Oh, and my heart is too hard

I only wish that you would return home to be
And I could bathe in your familiarity
But I realise this is a hopeless dream
We have traveled too far

I also wish that I might never read again
the same narrative under a different pen
But I fear this is a circle I am in
for my heart is so hard

We have traveled too far
And this heart is so hard

The sorrow's too loud
We have traveled too far
And this heart is so hard


19 de setembro de 2014

Motivação.

Entenda que nem todos pensarão como você. Entenda que opiniões em certos contextos podem fazer você se sentir um lixo. Nessas horas, tenha certeza de saber do seu valor e da sua capacidade, porque é daí que a sua motivação vai surgir, e é isso que vai fazer você continuar a dar o seu melhor. O reconhecimento nem sempre vem, mas de uma maneira ou de outra aquilo que é seu tá lá pra você. E é a sua obrigação ir lá buscar sem esperar que alguém lhe dê algo de mãos beijadas, de bom grado. A autopiedade é a desculpa dos fracos e derrotados e quem a pratica, jamais será digno de conquistas e sim, será cercado de pena.

27 de dezembro de 2013

Hoje eu vi uma criança vindo ao mundo

Hoje eu vi uma criança vindo ao mundo e sem perceber, me vi de frente
pra uma cena um tanto quanto única em todas as suas formas.
Um gesto de carinho e um outro de ternura - tanta coisa sendo dita, tantos pensamentos se misturando e de um jeito meio involuntário o peito nos enche de coisas boas, quase sem nome. Um silêncio ansioso e sorridente de um menino-grande. Lembranças adormecidas, vindas do cheiro da cama dos meus pais nas noites de domingo, assistindo algum programa de TV enquanto o sono não vinha. Lembranças mornas da alegria no cheiro da pizza em um sábado a noite em família. O sorriso nos brota quase que como se estivéssemos de frente para um presente, representando sonhos e fantasias - um tanto de amor embutido em mistério. Uma a uma as memórias nos acariciam a cabeça e quando menos percebemos, as lágrimas já nos salgaram a boca. 

Um turbilhão de emoções dando vazão à questionamentos quase-poéticos, que gritam no íntimo de cada um que deseja saber se seria o próximo ou, simplesmente pensando quando seria a minha vez. De repente parece que todos os medos se tornam pequenos diante de algo tão grande: quando minha coragem e dedicação seriam postas à prova? Quando a razão passaria a ser secundária em um novo mundo de amor sem condição, sem freio? E mesmo que erroneamente nem sempre nos sintamos amados ou desejados, que isso seja usado como a maior razão para nunca deixar um filho se sentir sozinho ou abandonado.


Uma diferença gritante entre as gerações passadas e de hoje, não está presente nas tecnologias ou na velocidade das informações. A diferença que cria um abismo entre dois mundos que se perderam dos bons valores, está nos filhos que não devem ser acidentes e se ao acaso forem, que assim sejam desejados antes mesmo de serem amados. O mundo se torna um lugar mais rico em esperança quando de alguma forma, os sonhos são resgatados em abraços. Quando assim, as alegrias são depositadas em um cuidado sem tamanho, ao invés de se carregar um fardo e por ele, criar-se um amor de cria.


Filhos não vêm com livro de regras, muito menos o cargo de pai e de mãe. Mas talvez..., só talvez, seja essa uma das mais bonitas estrofes que compõe em parte a poesia presente em cada troca de afagos.


E por mais que o meu corpo e coração gritem ansiando pela alegria de um herdeiro, eu continuo trabalhando a minha fome por crescimento, a minha capacidade de entrega em devoção pra ser ao menos a metade (só metade) do homem que quero ser quando me tornar pai.


Hoje eu vi uma criança nascer, foi lindo.

4 de junho de 2013

A máscara de 3 décadas.

- Eu lembro do meu pai ter me contado a história do Rei Midas. 
- E o que isso tem a ver com ela?
- Bom, eu não virei ouro, mas depois que ela me tocou, eu virei homem. 


24 de maio de 2013

Seachismo leva ao Recalque (e derrota).


A vaidade de uma pessoa tende a ser compatível com o tamanho de sua frustração ao tentar cativar alguém (mulheres ou homens - tanto faz).

Primeiro cenário: Os Homens.

Homem que malha todo dia, tira a camisa e aparece aquele abdomen dos sonhos. Tudo pra impressionar aquela gatinha. - que por sua vez pega um barrigudo gente fina pacas.
Resultado 1: recalque e chama de puta.
Resultado 2: recalque e foda-se
Resultado 3: recalque, foda-se e parte pra próxima (porque mesmo o barrigudo sendo pobre a mulher quer o dinheiro dele.)
Resultado 4: bebe todas, toma todos os tocos possíveis, vomita e dorme.
Resultado 5: bebe todas, toma todos os tocos possíveis, briga, vomita e dorme. - indo parar no youporn.com pra dormir tranquilo.
Resultado 6: Coloca a camisa, bate um papo maneiro com os amigos, fala sobre a vida e volta pra casa tranquilo. - independente do resultado: essa vai ser a historia oficial e ele ainda afirma no dia seguinte que pegou uma tremenda gata, fez um menage com a amiga dela que tinha um carrão e ainda pagou a suite presidencial do melhor hotel da cidade.

--------------------------------------------------------------------------------------

Segundo cenário: As mulheres.

Mulher coloca um vestido lindo com um decote maneiro ressaltando o silicone. Ela vai pra "balada" (odeio essa palavra. Sou do tempo da "night".) usando a melhor roupa combinando com a maquiagem impecável e um sapato de 500 dólares. Deixa bem claro, mas de maneira sutil, que o cara que ela ta batendo papo, é "o cara". - que por sua vez, ta pagando love pra uma mulher de rasteirinha e blusa de malha que não fez o buço  e nem base ta usando.

Resultado 1: recalque e o cara eh gay. - 25% de chances de ligar pro ex.
Resultado 2: recalque e tenta pegar o amigo do cara, chamando ele de gay - se não der certo, 55% de chances de ligar pro ex.
Resultado 3: recalque, bebe todas, pega o primeiro que aparecer. - Vai acabar ligando pro ex de qualquer jeito.
Resultado 4: recalque, bebe todas, pega todos os caras possíveis e dorme na casa da amiga depois de ser carregada porque o ex não atendeu.
Resultado 5: recalque, toma todos os tocos possíveis e vai dormir na casa do ex (otário que vai achar que eles vão voltar).
Resultado 6: sem recalque, ela fica tranquila, mantem a postura e sai com classe fingindo que nada aconteceu. Chega em casa lê um bom livro e dorme depois de citar Clarice Lispector (Tati Bernardi também serve) no Facebook. - Independente do resultado, essa vai ser a historia oficial.

- Coisas que aprendi em 30 anos de vida: vaidade em excesso tende a levar ao recalque e, generalizar é uma forma interessante de humor.




31 de março de 2013

"Houve Um Caso Estranho Há Muito Tempo Atrás..."

"Houve um caso estranho há muito tempo atrás, que até hoje se escuta falar" - Celso Blues Boy, Sobre Robert Johnson.

   Talvez se perder. Ganhar as estradas, compor sentimentos em notas subindo por um céu de nuvens cinzas, semi-refletidas nas gotas de água escorrendo sobre uma pele escura quase opaca que cobria o corpo de alguém que havia deixado de lado o mundo, correndo solto pela imensidão dos campos, na beira das estradas.
   Sonhos inquietos embalados por Sol, Mi, La, Fá, Si, Re. Pestanas. Solos. Gritos, rimas, desabafos. Repetidamente em diferentes tons, ritmos.
   Uma cerejeira sem folhas, sustentada em caule seco de raízes grossas. Enfeitava perdida, uma das encruzilhadas aos entornos do Velho Mississípi, que ali desde sempre esteve embalando trovões, orquestrando o seu delta, com a fúria de suas corredeiras sem fim.
   Aos poucos sumiam as pegadas de um homem que seguindo trilhos sem trem, desejava tocar o blues como nunca antes tocou. A chuva fina aos poucos molhava o brim desbotado e poido, enchia de lama os sapatos de solas gastas, arrepiava de frio uma pele ressecada, mas porém não fazia seus dedos sequer escorregarem em falso durante as trocas de nota. Nas gírias de 1929, na simplicidade de quem gostaria de ganhar o mundo com sua música. Uma alma velha-alma de apenas 27.
   O vento soprou forte. A chuva engrossou e quase que como em uma competição aquele som não calava, aquela agonia caipira em notas de banjo não cessava. Até que um raio caiu. 
   No pós susto e repentinamente, avistou um homem trajando terno branco. A sua gravata borboleta avermelhada mostrava um nó impecável e se apoiava em uma bengala de topo esculpido em um globo dourado. Exprimia um olhar raivoso de frieza sem tamanho, que sorridente perguntou:

- Cheiro de alma virgem,  porque sua música tanto grita?
-Meu caminho é sem rumo, e até minha alegria é sofrida e a vontade de abraçar o mundo não aquieta com as mais ricas rimas. - encarou o jovem ao olhar de frente o bem vestido senhor, protegido da chuva por um chapéu panamá envolto por uma fita vermelha.
-Alma virgem, de roupas sem sangue. Quais são os teus desejos, quais são as tuas ambições? 
-E quais riquezas poderia comprar sem dignidade em papel  ou ouro nos bolsos, de nada valendo a cor da minha pele e de nada valendo meu trabalho sem choro? Deixa-me aqui com o banjo em punhos e segue teu rumo!
-Alma virgem, de roupas sem sangue. Quero as tuas notas, da-me teu preço.
-Nem os contornos da mais bela meretriz, nem o gosto do mais puro malte, nem o amargo do mais saboroso tabaco. Deixa-me aqui com meu banjo e como antes disse: segue teu rumo!
-Meu rumo vem do "para sempre", do "sem tempo",  do "sem rumo", da foz da cobiça, da origem da vaidade. Toca tuas notas pra mim e tinge a tua alma de vermelho.
-E porque faria isso, velho rico, mestiço e sem brilho? 
-Desse jeito a tua música alcança a este e a um outro mundo. Fala-me teu nome, toca-me uma canção e ganhas tudo.

O jovem ficou mudo, sorriu debochado. Encarou de pé o Velho que balançava seu rabo. Empunhou seu banjo e lhe gritou: "Meu nome é Robert Johnson. E a isto chamam blues."

Naquele momento a chuva parou e um homem de alma tingida em sangue nascia para o mundo.

- - - - - - - - - 






18 de março de 2013

A Fé do povo mimado.


   Há algum tempo fui surpreendido por um desabafo de um amigo residente:

"Se alguém sobrevive à um acidente ou doença, é graças a Deus. Se alguém morre, é erro médico."


   Fé é anti-lógica e acredito que é isso que os enfermos esperam: qualquer coisa que cure, qualquer coisa que faça aquilo passar. E nas situações de risco, o indivíduo espera que esse momento seja superado com o mesmo desespero.
   O fato é que fé não evita que seu amigo bêbado não bata o carro e nem que um avião caia devido ao mal tempo. A fé não evita que você tenha câncer de pulmão depois de fumar 2 maços por dia durante anos. A fé não evita aids. Essas coisas se evitam com bom senso, prudência e camisinha. Médicos não são deuses, mesmo que você e alguns deles acreditem nisso.
   Tenho certeza que se as pessoas (mimadas procurando solução fácil em um Deus) usassem mais desses artifícios, dependeriam menos da fé. E seriam um tanto mais dignas de si mesmas.
    Eu ja perdi parentes, pai e amigos. Passei por inúmeras situações de perigo, tendo eu mesmo me colocado em muitas delas.Na verdade, acho muita covardia pedir algo que não seja calma e sagacidade pra algum Deus nessas horas.
   Milagres hoje em dia são baseados em porcentagem, em chances.

   Há quem acredite que milagres são baseados em correntes, simpatias, rituais,dinheiro doado, roubado ou acumulado - o quê é pregado por algumas igrejas e entidades em maioria.
Só pra deixar claro, eu realmente acho que é muito bonito rezar por um milagre.
Apenas acho muito mais bonito e digno quem vive da consequência de seus próprios atos.